Photos and Exhibitions

FOTOGRAFIAS /PHOTOGRAPHY

“I paint myself because I am so often alone and because I am the subject I know best.”
(Frida Kahlo)

Rosto: espelho da alma, o seu quadro resumido

“I HAVE A FACE, BUT A FACE IS NOT WHO I AM”

Self-portraits

Auto-retrato (1ªtentativa), 1992, gelatin silver print.

First self-portrait, 1992, (at 15 years old)

SOLOS

Outros Auto-retratos

Some self-portraits, along the years…

Auto-retrato, 1999, gelatin silver print.

Auto-retrato (na expo “esse fantasma levantou os ladrilhos do chão), 2002, cromogenic print.

Auto-retrato (na série “Nudas Veritas”), 2002, cromogenic print.

combine selfportrait with canon

Auto-retrato (nos camarins do teatro trindade), 2005, gelatin silver print.

Auto-retrato, 2006, digital print.

Auto-retrato (no festival “CURTAS”), 2008, digital print.

Auto-retrato, 2010, digital print.

Auto-retrato (na série “Casa queimada”), 2011, digital print.

Eu e Flor, 2012, digital print

combine-espelhos-new-9

Auto-Retrato (no atelier), 2013, digital print.

EXPOSIÇÕES / EXHIBITIONS

2012 – 3 a 23 Maio – Exposição Individual – Três Mulheres mais Uma, variações sobre o poema Três Mulheres de Sylvia Plath – Centro Cultural da Malaposta, Loures.

Em complemento ao espectáculo “Três Mulheres” (encenação Raquel Dias, com Ana Moreira, Margarida Cardeal e Raquel Dias) estará patente uma instalação fotográfica com o mesmo tema do poema dramático de Sylvia Plath; a maternidade e a criação artística. Construída ao mesmo tempo que os ensaios e partindo deles, num trabalho interdisciplinar entre  fotógrafa e as actrizes.
Temos trintas, ainda estamos aqui, o nosso corpo e obra cresceu. Esta é a altura para reflectir, para continuar a ser…este é o momento em que encenamos o nosso 2º parto, “o parto de nós mesmas”. “O meu parto será silencioso e sereno”, ainda tenho algum tempo. Peço-lhes que fiquem…somente.

“I think I would like to call myself ‘the girl who wanted to be God’. Yet if I were not in this body, where would I be – perhaps I am destined to be classified and qualified. But, oh, I cry out against it.” (Sylvia Plath)

2011 – 12 Jan. a 19 Fev. – Exposição IndividualAs coisas que não imagino não existem, Reflexos do processo criativo da peça A Voz humana – Galeria Heartbreakears, Teatro Turim, Benfica, Lisboa/Teatro Municipal do Montijo, Montijo.

A fotografia como memória. A memória como um puzzle. Imagens persistentes, gestos que se repetem, rituais que se cumprem. Imagens de procura, de ilusão… Quem encena? Quem é visto, e quem vê?… como vê?… Imagens de um percurso, imagens de construção. Um puzzle.

Veremos o processo de trabalho: as leituras de mesa com chá e queijadas incluídas; a hora da maquilhagem, transmutação necessária; as improvisações encenadas, e as mais cruas; as montagens, as desmontagens, as dúvidas, as inquietações… o processo de construção da peça “A Voz Humana”, estória cruel da despedida dos amantes: o homem, a mulher e o cão a 3 vozes… ou serão 4…

(ver mais em stage photos)

2002 – 8/9 Dezembro – Exposição Colectiva – Armazém de fruta da empresa Martins e Santos, Lisboa – Projecto Ocupações Efémeras III – Alterações.

Projecto “Ocupações Efémeras” – local nº3: Armazém de fruta, Alcântara

Na Arca nº4: Procuro-me… parece que existe uma entrada… não sei se vou conseguir passar…mas está frio… é melhor devagar, vamos devagar… fiquei presa ou faço parte… na A entrada… era ainda inteira

2002 – 6/8 Setembro – Exposição Colectiva – Rua do Arco a São Mamede, 79, Lisboa – Projecto Ocupações Efémeras II – “7 for a secreat never to be told”.

Projecto “Ocupações Efémeras, 2ºlocal: Casa de freiras, Príncipe Real.

“Performence privada: Nudas Veritas – O que se passa quando estamos confinados a uma espaço tão pequeno, o que fazemos para o tempo passar? o que fazemos quando estamos sós, sem ninguem a ver… resta-nos o espelho, o rosto, o chão.  Segredos sussurrados e vestígios, muitos…

2002 – 19/28 Março – Exposição Colectiva – Palácio Marim Olhão, Lisboa – Projecto Semana da Juventude – “Ophelia – Leve desceu a pálpebra azulada…

Ofélia arrancada à poesia do expressionista alemão, Georg Heym. “Perdida no escuro”, só, exibe no  rosto as suas feridas – uma branca enguia, um pirilampo e um salgueiro assistem à sua “muda agonia” . Uma asa de cisne tenta ainda abrigá-la, mas é já tarde, e está escuro, “leve desceu a pálpebra azulada”, ainda deseja um beijo… “e vai passando”, e é já um espectro…

2002 – 2 Março – Exposição Colectiva – Rua das Furnas, 18, 3ºE, Lisboa – Projecto “Ocupações Efémeras” – “…esse fantasma levantou os ladrilhos do corredor”.

O Projecto “Ocupações Efémeras” pretende explorar espaços não-convencionais de exposição, e criar projectos que vivam do ambiente, do espírito desse lugar. 1º local: Casa de habitação, anos 50, Sete Rios.

Memórias da casa – arranco o papel, para ver o que está por baixo… o que se move nos cantos, o que está por detrás – cheiros, texturas, objectos…casas, casas, lares… de tudo o que me esqueci, relembro ainda…

2001 – 17/23 Setembro – Exposição Individual – Fotografias e Textos  – Café Valentim de Carvalho, Lisboa – Projecto Livros de Cabeceira e Polaróides – A noite envolvia-me como uma fotografia descolada da moldura.

A escritora Anäis Nin fez, durante muitas noites,  parte dos meus livros de cabeceira, li e reli – reconheci-me naquelas páginas, no crescimento da Mulher e da Artista, da criadora.
Tinha comprado uma máquina de escrever Adler 30, muito portátil, e nada tecnológica. Quis passar-me por ela, brincar a sê-la… e sen-do-me também… porque não?

2001 – 31 Maio/20 Julho – Exposição Individual –  Fotografia e Objectos – Biblioteca Nacional, Lisboa – Comemorações do Centenário da Morte de Eça de Queirós – Manto diáfano.

Fazendo justiça á forte impressão que nos causa a iconografia queirosiana, usando o seu léxico mais popular: “Sobre a nudez forte da verdade – o manto diáfano da fantasia”, eu diria que este manto pode cobrir a verdade aparente das imagens!

Quis fazer reviver objectos e espaços que podem aproximar-nos dos que imaginamos como leitores de Eça, desafiando o tempo que passa “essa impressão misteriosa, uma planície, sem forma, sem caminho, sem fim, sem luz” – como sempre fazemos nessa leitura. Não se trata de fazer história ou ilustração. Há memória, mas há presente, e não se esconde a presença desse presente que acorda o que se perdeu, e expõe a miséria de alguns apagamentos.

Tudo começa e acaba num pestanejar de olhar, numa máscara pairante e nesse vestido negro e sujo… acabada a viagem, é certo que já pertenço a essa “imagem pairante”…

2000 – 1/16 Agosto – Exposição Colectiva – Fotografia – Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça, Moita – Ophelia, Leaves sodden in silk….

Recriar o mito, recriar os quadros – também eu me deito em água morna como  Lizzie Siddall e fico à espera que a luz e o enquadramento esteja certo.

1999 – 6/21 Novembro – Exposição Colectiva e atribuição de Menção Honrosa – IV Bienal de Fotografia da Moita/99 – Pavilhão Municipal de Exposições – Não acreditamos nunca que se trata de espelhos.

Tempo de Duetos! Faço-o comigo própria… vestida de negro e vestida de branco… “todos os anjos são terríveis!”

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74 thoughts on “Photos and Exhibitions

  1. Your work leaves me speechless. You are an incredibly beautiful artist. Every single bit of colour, your words, your taste, your images; all uplifting and within me.

  2. Almost all of the time it is right in front of us; clear and crisp like frozen leaves in Hyde Park

  3. Yes. I can smell those leaves; a season of growth, and then decay. Beautiful nonetheless.

  4. Are these things we see just reflections of the shells we have become or something much more than we can imagine we will be. You photographic story brings such though to my mind, i want to sit and have a coffee and ask you questions for a week. 😀

  5. …”something much more than we can imagine we will be”…. Thank you so much!! I dont know if I have precise things to tell you, I think I am just telling stories, asking questions…ok, I will drink the tea!! (…smilling…)

  6. Very mysterious photography. Excellent! A long time ago I saw the movie ‘The Ring’ (Japanese version, 1998) … I feel the same atmosphere. Is there any influence?

      • That is interesting. ‘The Ring’ is horror, and I’m not saying your shots are that … but the mysterious undertone and the postprocessing breath the same feel. A sort ‘lo-fi’ approach. Expertly done!

  7. I have a lot of respect for creative people.
    Your works brings me into a beautiful, sensual world.
    you exist in your works, this is beautiful!

    • Thank you so much for your comment!!…and welcome to my little room…
      …if it is film, it is done in darkroom, if it is digital, sometimes it has a bit of editing…

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